SAIBA COMO É A ROTINA DE UM TRIATLETA
12/06

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Trabalhar, dar aulas de karatê e ainda ter disposição para encarar uma rotina de treinamentos que envolve atividades como nadar, correr e pedalar, nos setes dias da semana. Já cansou só de imaginar? Pois é, para muitas pessoas, dar conta de tudo isso pode ser realmente exaustivo, mas esse é o dia a dia do bancário Henrique Garcia Lores, de 54 anos, triatleta há 27.

Henrique faz natação na Trainer há um ano e contou como é o seu dia a dia de treinamento e como faz para conciliar todas as suas atividades, sempre de olho em bons resultados. Leia os detalhes abaixo:

Blog da Trainer - Por que decidiu se tornar um triatleta e há quanto tempo pratica a modalidade?

Henrique Lores - Em 1987 comecei a fazer atletismo na antiga pista da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) pela equipe da prefeitura de Mogi das Cruzes. Eu competia nas distâncias de 1.500 metros e cinco quilômetros em pista de corrida. Quando terminava o treinamento, ia direto para a piscina do Clube Náutico Mogiano para relaxar a musculatura.

Além disso, não ando sem a minha bicicleta. Aí acabou que uma coisa foi interligando a outra e foi assim que comecei a fazer triatlo. Hoje já faz 27 anos que pratico a modalidade.

BT - Quais são os principais desafios?

HL – A água e a bike. Na água, porque você pode se perder quando as correntes do mar estão muito fortes. Isso já aconteceu comigo em Santos durante uma competição. E há também o fato de você acabar levando muitas braçadas e chutes durante o percurso. Quando todos os competidores largam ao mesmo tempo, é um festival de pancadas.

Na bike o desafio é não cair. Já cai em treinos e em provas, e é muito dolorido. Uma vez quebrei a clavícula e também já ralei a coxa no asfalto.

BT - Como é a sua rotina de treinamentos?

HL – Ela é atípica de um triatleta normal, porque também sou professor de caratê, então aproveito para fazer muitos alongamentos durante as aulas. Fora isso, o meu dia a dia é mais ou menos assim:

Segunda-feira: treino de alteres e caratê por mais ou menos duas horas e trinta minutos.

Terça-Feira: Costumo correr entre 5 a 10 quilômetros. Se o tempo estiver quente, nado até dois quilômetros. Isso dá umas duas horas de treino, aproximadamente.

Quarta-feira: nado na Trainer por uma hora, mais ou menos a distância de um quilômetro e meio. À noite corro cinco quilômetros ou pedalo de 20 a 30 quilômetros (mais uma hora e meia de treinamento).

Quinta-feira: dou aula de caratê por uma hora e meia.

Sexta-feira: nado por uma hora e, à noite, se o tempo estiver bom, nado mais dois quilômetros ou faço 5 km de corrida – somando mais uma hora de treino.

Sábado: corro 10 quilômetros ou faço um simulado conforme o dia. Se estiver quente, eu nado e corro.

Domingo: procuro fazer uma transição de bike e corrida. Costumo pedalar 35 quilômetros e corro por mais cinco. Isso dá um tempo médio de duas horas e meia, contando os alongamentos antes e depois. Ou, se eu estiver muito cansado, dou tiros na pista de atletismo do Náutico e relaxo na água – nado uns 500 metros.

Nos dias que tenho compromissos profissionais, aproveito para relaxar e descansar a musculatura.

BT - Por que escolheu a Trainer para treinar?

HL - Escolhi a Trainer porque a academia é muito conceituada e tem uma piscina muito bem cuidada. Já tem um ano que frequento e acho ótima.

BT - Já ganhou alguma premiação de destaque?

HL - As melhores colocações foram no duatlo (corrida/ciclismo/corrida). Nessa modalidade já fui Campeão Paulista na categoria 30-34 anos e fiquei na 15ª colocação geral no Campeonato Brasileiro, em Interlagos.

No biatlo fui campeão da categoria 50 – 54 anos em 2012. A mais recente foi em uma prova de triatlo, o circuito de Sprint de Triathlon Santa Cecília no Guarujá. Lá fui campeão na categoria 50-54 anos.

BT - Como é a sua alimentação?

HL - Como de tudo e sem dó. Tomo um shake para suprir as vitaminas e sais minerais que o meu corpo precisa, muita água de coco e gatorade durante as competições.

BT - Qual conselho dá para as pessoas que também se dedicam aos treinos em busca de resultados?

HL - O conselho é confiar nos treinamentos dos técnicos e ter paciência que o resultado vem com muita persistência. Quando eu era mais jovem poderia ter chegado muito mais alto, mas era rebelde e só queria fazer tudo do meu jeito, usando a força e não a técnica.. Hoje, sem a força, me aliei à técnica que me ajuda muito.

Gostaria também de agradecer o apoio do professor Marcos Pudo. E também dizer que a idade está na cabeça. Se a pessoa pensa que tem cem anos de idade, então é isso que ela vai aparentar, mesmo que tenha 20. E sempre vale lembrar: nunca é tarde para começar uma atividade física.

Henrique


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