TREINAMENTO DE FORÇA VERSUS COPA DO MUNDO
23/06

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No Pain, No GainA coluna dessa semana continua falando sobre o treinamento de força, porém com foco na Copa do Mundo.

Quando o Mundial acabar, todos os jogadores estarão magros, bem condicionados, com a composição corporal em dia e a alimentação balanceada. Tudo isso porque estão concentrados com seus times e seguindo uma rotina de treinamento.

Em compensação, de uma forma geral, a situação de todas as pessoas estará totalmente o oposto. Se somarmos os finais de semana com os dias de jogos, teremos o dobro de chance para errarmos na dieta, aumentarmos o consumo de bebida alcoólica e a ingestão de gordura e sal. E ainda temos que considerar a época do ano, cuja baixas temperaturas acabam diminuindo a frequência na academia.

Então, o que fazer para reverter esse placar? A primeira coisa é pesar-se sempre. Ao fazer isso, você terá um resultado numérico do seu comportamento e evitará, obviamente, ganhos excessivos de peso.

O segundo passo é diminuir a quantidade de séries, aumentando a sua carga e a intensidade de treinamentos.

Considerando que a nossa alimentação está em balanço energético positivo, ou seja, estamos comendo mais do que realmente deveríamos, a ideia é levar grande parte dessa energia para dentro dos músculos, ao invés de destiná-las para as células adiposas (células de gordura).

Para que isso aconteça, devemos dividir o nosso corpo em duas partes, mais conhecidos como treinos A e B e treiná-los duas vezes por semana cada.

Todos esses fatores somados é o que chamamos de supercompensação, onde nossas reservas de glicogênio muscular vindas do carboidrato e das proteínas são armazenadas nos  músculos, aumentando de forma substancial o seu volume e a capacidade de gerar força.

Seguindo esse cronograma de treinamento, ao final da Copa, teremos como resultado a hipertrofia – aumento da massa muscular.

Músculos nunca são demais, uma vez que é a principal célula consumidora de calorias do nosso corpo. Estaremos consumindo energia em repouso apenas por mantê-los ativos.

Para encerrar, vale lembrar que tudo o que foi dito parece fácil, principalmente porque estamos propondo que você treine menos e se alimente mais, porém, tudo isso será perdido caso você não aumente a intensidade do seu treinamento.

E também é importante frisar: Treine hard core.

Na torcida

Tenho um amigo que é descendente de espanhóis e italianos. Nesses dias de Copa, ele disse que seria difícil treinar porque teria três seleções para torcer: Brasil, Espanha e Itália. Óbvio que a torcida principal é para o nosso país, mas mesmo assim ele gostaria de acompanhar as outras duas seleções.

Falei para ele assistir aos jogos na academia. Assim, nos intervalos entre as séries, poderia dar uma olhada nos resultados. Porque se ficasse todos esses dias em casa, perderia o estímulo necessário para levar energia para os músculos. Esta energia acabaria indo parar nas células adiposas, o que faria com que ele engordasse.

Moral da história: Não coloque a bunda no sofá e vem treinar.

Marcos Pudo – Mestre em Fisiologia do Exercício
CREF - 003216-G/SP


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