VOCÊ ACHA QUE OS EXERCÍCIOS SÃO TODOS IGUAIS?
27/01

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altPassar horas na internet virou rotina para muitas pessoas. Para aqueles que têm uma rotina saudável é comum buscar informações sobre treinos e novos exercícios na rede. Para isso, as celebridades fitness compartilham treinos de todos os tipos com os seguidores.

Mas será que esses treinos se adaptam a qualquer pessoa? Será que qualquer um pode copiar os exercícios sem risco?


São justamente estas respostas que a coluna No Pain No Gain vai abordar nestas duas próximas semanas.

Tenho visto muitas pessoas fazendo muitos tipos de exercícios possíveis e imagináveis. Se antigamente buscávamos as melhores técnicas de execução de exercícios em poucas literaturas, hoje a grande maioria da população busca esses exercícios nas redes sociais e principalmente no YouTube. E, para ser bem sincero, o site de vídeos é terra de ninguém, cada um posta o que quer e todos que quiserem podem acessar sem compromisso com a verdade ou com a segurança do que foi dito.

Muitos acham que qualquer forma de agachamento ou exercícios abdominais causam o mesmo efeito, porque acham que agachamentos e abdominais são todos iguais (raciocínio simples demais).

Todo exercício tem características individuais, no que diz respeito ao número de articulações envolvidas, quantidade de grupos musculares estimulados, técnicas de execuções seguras e eficientes.

A escolha dos exercícios que compõem seu programa de treinamento deve ter como premissa básica oferecer os resultados desejados. Isso significa que ao fazer um exercício que você viu em um vídeo, por uma mulher linda e maravilhosa, não lhe garante ter um corpo tão lindo quanto o dela, até porque na maioria das vezes essas pessoas estão presas ao compromisso de executar e até inventar exercícios mirabolantes para colocar no blog ou YouTube.

Como exemplo, temos o exercício chamado de avanço, no qual uma blogueira o faz em uma esteira, o que em minha opinião é um absurdo.

Antes de fazer a escolha do exercício ou trocar um exercício prescrito por um educador físico especializado em treinamento de força, pesquise, questione seu professor, troque informações com outras pessoas, busque conhecimento e saiba o custo benefício, ou seja, você pode trocar um exercício pelo outro sim, contanto que a intensidade não seja perdida. Exemplo disso é trocar um agachamento por um avanço. Apesar de serem semelhantes, não são.

Outro exemplo é o abdominal básico (crunch) feito no colchonete, e o mesmo exercício feito na bola (fitball). Apesar de semelhantes, não oferecem a mesma intensidade e segurança.

Cabe lembrar que não estamos dizendo qual é o melhor ou pior, mas estamos discutindo qual é a melhor escolha. Até porque fala-se muito de exercícios funcionais, tema que vem causando toda essa polêmica na escolha dos exercícios.

Só para elucidar: exercícios funcionais, em sua essência, são os quais interferem positivamente em sua rotina da vida diária, e exercícios de agilidade nos quais você se desloca lateralmente não o são, na medida em que andamos para frente e não para os lados.

Então vamos entender exercícios funcionais, tanto quanto outros tipos, oferecerão os resultados que você deseja, como por exemplo, emagrecer, hipertrofia, força, coordenação entre outros.

Pessoas diferentes, treinos diferentes

Durante um treinamento, uma aluna estava executando  um exercício de abdominal, o crunch na bola de fitball, porém fixando os pés em um aparelho. Perguntei por qual motivo estava fazendo daquela maneira e ela me respondeu que havia assistido um vídeo cuja blogueira dizia ser esse exercício melhor para definir o abdome. Questionei sua percepção ao abdominal crunch no colchonete, ela me disse que sentia pouca diferença, então pedi que não mais fixasse o pé no aparelho e fizesse  o exercício (flexão de tronco) novamente. Sua percepção foi de maior intensidade, e claro, maior dificuldade.

Expliquei que precisamos alterar não apenas o local onde praticamos o exercício, mas também os estímulos dados por ele, à base de sustentação ou fixação (quer seja pelos pés ou pelas mãos), à velocidade que executamos os exercícios e até o padrão respiratório, como acontece com os exercícios abdominais.

Moral da história: tire a bunda do sofá, venha treinar, mas adquira maior quantidade de conhecimento para  desempenhar bem seus exercícios.


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