Como emagrecer comendo
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Pode até parecer mentira, mas o título aí em cima é a mais pura verdade. Diferentemente do que muita gente pensa, é possível sim perder peso comendo quase que normalmente. Claro que a dieta precisa respeitar algumas regras, mas não é necessário passar fome para se livrar dos quilos extras.

O segredo? O Marcos Pudo, mestre em fisiologia do exercício e proprietário da Trainer, conta abaixo:

Vamos começar com um exemplo: pesquisas demonstram que que os americanos são quem mais faz exercício e ciência no mundo, mas também são os mais obesos. Eles vivem muito com extremos: ou tem um perfil bem magro ou sofrem de obesidade mórbida. Sabe qual é o motivo disso? Os hábitos da população, que é exatamente a nossa primeira dica.

Mude de hábito
Este é o primeiro item porque sem ele você não consegue chegar a lugar algum. As pessoas querem o resultado antes da ação, e isso não existe. O resultado não vem do dia para a noite, como num milagre.

Nosso cérebro comanda o corpo todo e preciso mudar o hábito para depois o jeito que está pensando. Fizeram uma pesquisa com pessoas que usam óculos. Mostravam os óculos para elas e percebiam uma atividade grande em determinada área do cérebro. Depois, estas mesmas pessoas passaram a usar lentes e continuaram a mostrar os óculos paras elas. Como ficaram vários dias usando a lente, essa atividade cerebral já não era mais a mesma, porque um hábito foi alterado.

Este exemplo demonstra que primeiro de tudo é preciso mudar o hábito, por mais que isso não dê tanto prazer ou seja difícil. E tenha em mente que vai levar algum tempo, por isso é fundamental ter paciência.

Carboidratos de baixo índice glicêmico
Muitas pessoas alimentam-se com carboidratos de alto índice glicêmico antes e depois do treino, porque ele oferece bastante energia. Mas o ideal é sempre alimentar-se com opções de baixo índice glicêmico, porque o benefício vai durar mais tempo e será melhor durante o treinamento.

Ele não faz o corpo liberar insulina muito rapidamente, porque é ela quem baixa a quantidade de açúcar no sangue. Um chocolate, por exemplo, ajuda muito nos primeiros 20 minutos do treino, mas no restante a energia vai embora.

De uma maneira geral, priorize os alimentos de baixo índice glicêmico em todas as refeições do seu dia. É importante não ter picos de glicose.

Proteína como complemento
Complementando a dica anterior, é importante associar a proteína a um carboidrato de baixo índice glicêmico. Mesmo que você tenha ingerido um carboidrato de alto índice glicêmico, coloque uma proteína junto, porque vai ajudar a diminuir a velocidade de absorção deste alimento, já que ela tem muitas fibras e vai evitar um pico de glicose.

Imagina o pãozinho francês. Em vez de passar a manteiga, por exemplo, opte pelo queijo branco ou peito de peru, que têm bastante fibra e vão ajudar o organismo neste processo de absorção do açúcar. A proteína pode fazer esse papel de controladora, o que é ótimo.

Mais proteína
Depois do treino, geralmente ocorre o efeito Epoc, que nada mais é do que o corpo queimando calorias. Neste momento é interessante ingerir, após uma hora do fim do treino, uma proteína de qualidade, como o whey, por exemplo, com um pouquinho de proteína animal. Uma dose de whey com uma porção de frango desfiado é o ideal.

A velocidade com que o whey é absorvido é muito grande, e a fibra da proteína animal ajuda a diminuir um pouco, sem contar o benefício para a recuperação do músculo para o próximo treino.

Ingestão de sais minerais
Muitos sais minerais, como o cromo, por exemplo, carregam substâncias fundamentais para o organismo. Em algumas situações é fundamental complementar a alimentação com eles, principalmente para quem quer emagrecer, porque eles atuam no metabolismo de repouso e geram um custo energético pós-treino muito maior.

Normalmente é indicado ingerir estes sais sempre antes do treinamento, para que dê tempo de o corpo absorvê-los, mas em alguns casos também pode ser consumido durante, porque eles também ajudam a repor a água perdida. É neste momento que podem entrar isotônicos, que cumprem muito bem este papel. Eles hidratam e oferecem os sais que o organismo precisa.

Moral da história: coma pelo lado racional e não pelo emocional.


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