Benefícios do spinning
05/12

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Estamos chegando quase ao final do Top 10 textos mais lidos da história da coluna No Pain No Gain. Hoje é dia de descobrirmos o vice-campeão.

A segunda coluna mais lida da história é “Os benefícios do spinning”. Sabem quantos leitores ela teve? Incríveis 14.958!!! É muita gente prestigiando a coluna do professor e mestre Marcos Pudo.

Para quem ainda não tinha lido, segue a coluna abaixo:

 

Os benefícios do spinning
(publicado originalmente em 2 de junho de 2014)

Na semana passada, falamos sobre o spinning – atividade inspirada no ciclismo que tem sessões de treinamento muito intensas, cujo gasto energético é muito alto. Hoje vamos detalhar melhor as aulas e contar os benefícios dessa modalidade.

Diferente dos treinos nas bicicletas ergométricas, o spinning não utiliza o método contínuo – no qual o aluno escolhe um nível e permanece nele durante toda a aula. Durante as sessões da modalidade é aplicado o método intervalado, garantindo assim uma maior variedade de exercícios e uma aula mais motivante.

O principal objetivo é melhorar a capacidade cardiorrespiratória e cardiovascular dos alunos. Para isso existem duas opções de treinamento: o speedy – mais parecido com o ciclismo praticado em pistas de velocidade – e o mountain biking – este com um grau de dificuldade maior, porque simula as características de uma trilha com oscilações de subidas e descidas.

O speedy tem uma cadência maior e os sprints – tiros de velocidade – são mais longos e chegam a durar de dois a três minutos. Já no mountain biking esse tiros são menores. Pode-se fazer uma subida de um minuto, uma descida de três, voltar a subir por mais quarenta segundos e assim por diante.

Como resultado, os alunos atingem uma enorme capacitação de oxigênio, enquanto no mountain biking consegue-se uma participação maior do sistema neuromuscular, por conta da força que se precisa fazer para superar os obstáculos.

Entre os benefícios da prática do spinning estão a queda no índice de fadiga, melhora na adaptação ao estresse físico e da percepção do exercício. Além disso, há o desenvolvimento do limiar anaeróbio dos alunos.

Por exemplo: VO2máx é o consumo máximo de oxigênio de uma pessoa. O limiar anaeróbio é o estágio abaixo desse VO2máx, que representa a capacidade desse indivíduo de fazer uma atividade física. Pessoas sedentárias têm o limiar anaeróbio muito baixo, por isso acabam entrando em fadiga rapidamente e têm pouca capacidade de captar oxigênio. Quando ela se propõe a fazer esse treinamento intervalado, acaba conseguindo melhorar esse desempenho. No método contínuo isso não acontece, pois a atividade mantém sempre o mesmo nível de intensidade.

Por conta das aulas muito intensas e com exigência neuromuscular muito grande, ao final do treino, o aluno inflamou o seu tecido conectivo e as fibras musculares, o que pode fazer o organismo ficar até 15 horas gastando calorias acima do nível de repouso. Por isso quem pratica spinning acaba emagrecendo mais, pois o gasto energético é alto tanto durante quanto no pós-aula.

E ainda há a ausência de impacto, que preserva os ligamentos, tendões e articulações, principalmente para quem corre há um tempo. Combinar o spinning com outros esportes é uma excelente sugestão, pois a pessoa consegue colocar nos treinos uma intensidade que não é possível em outras modalidades.

Volta por cima
Tínhamos um aluno que estava treinando para fazer um teste físico para a Polícia Civil. Porém, de repente, ele sumiu da academia.

Ligamos para ele e descobrimos o seguinte: que estava com uma tendinete no joelho, por isso tinha parado de treinar. A ideia era se poupar para o dia da avaliação.

A minha resposta foi: Mas ainda faltam três meses! Você vai chegar lá sem condições desse jeito!

Conseguimos trazê-lo de volta e o adaptamos novamente ao treinamento. Fizemos exercícios de barra, abdominais, flexão de braço e aos poucos ele foi se recuperando. Com aproximadamente três semanas, ele não sentia mais dor, mas disse que ainda estava com medo de correr. A minha sugestão foi que ele não ficasse sem um exercício aeróbico, por isso indicamos o spinning. Ele começou a fazer aulas de trinta minutos duas vezes por semana, e depois passou a três vezes durante 45 minutos.

No dia do concurso, o aluno precisou fazer um teste de cooper e não só conseguiu concluir a prova, como sentiu dor só no final.

Mas o interessante é que se o spinning não o traz de volta para a academia, com certeza ele não ia passar nessa prova, porque estava parado. E hoje ele é adepto ao ciclismo.

Moral da história: Tira a bunda do sofá e vem treinar.


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